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Muita gente diz que liberdade é fazer o que queremos e sermos nós próprios.
Até um certo ponto acho que tem razão. Mas vamos lá ver, nós, todas as pessoas vivas, somos influenciadas pela cultura e pelo meio em que vivemos, logo sermos nós próprios é algo que é influenciado por pessoas que lidam connosco no dia-a-dia.
Se somos influenciados, aquilo que mostramos é realmente o nosso “eu” verdadeiro? Ou um “eu” que se adapta a realidade em que vivemos? E se temos que nos adaptar à realidade em que vivemos será que somos realmente livres? O único instinto que todo o ser humano tem em comum, é o sentido de liberdade, todos querem ser livres, no entanto, a meu ver, nenhum foi verdadeiramente capaz de explicar o sentido de ser livre.
Ser livre não é uma verdade universal, ser livre é algo que o ser humano precisa de acreditar para ser capaz de viver funcionalmente numa sociedade.
Comparo a liberdade a um “mito”, todos acreditam que existe, já todos ouviram falar dela, mas nenhum de nós é verdadeiramente livre, pelo simples facto de sermos todos actores no palco da Vida, temos que nos submeter a regras, a ideias, temos que ser peças de xadrez numa sociedade onde nos dão a ideia de liberdade, para sentirmos que temos algum controlo.
Digam o que pensam sobre o assunto. Sentem-se realmente livres?
Bem vamos lá ver uma coisa, eu por acaso tenho cara de papagaio?
E deixem-se lá de coisas como: “épah ate tens parecenças…” porque nem é isso que está em causa…
O que esta em causa é o seguinte: será que as pessoas são todas tão totós que não sabem que vermelho é para parar e verde para avançar?
Terei eu vindo de uma dimensão paralela em que tudo é idêntico menos esse pormenor?
E agora perguntam vocês e muito bem: “ porque essa revolta toda com o verde e vermelho?!? E que raio tem isso a ver com papagaios??”
A resposta a isso é muito simples e trata-se do seguinte: recentemente comecei a trabalhar numa grande superfície comercial em Lisboa, não vou dizer qual porque não me pagam para andar a fazer publicidade, e nessa grande superfície comercial estou a trabalhar num hipermercado, estou mais precisamente no serviço de caixas. E todos os dias estou a atender os meninos e meninas que ali fazem as suas compras. E até este ponto tudo bem, o pior vem depois. Como é natural temos uma hora d saída. Hora essa em que acendemos a luz vermelha ( aposto que alguns, os mais inteligentes pelo menos, já estão a entender onde eu quero chegar) e só já atendemos os clientes que estão na fila, e nesses últimos minutos em que já só pensamos na nossa rica casinha, com o é que nos deparamos? Pois é!! Com os totós! Nesses últimos minutos, todos os santos dias, passo o tempo a dizer: “desculpe, esta caixa está fechada…”
É que os “bem-ditos” totós não devem saber o significado da luzinha vermelha. Custa muito olhar para cima, ou para a frente e ver que está fechado?
É necessário por as compras no tapete e mandar vir com o inocente do funcionário quando este diz que a caixa esta fechada??
É preciso? É? É?
Pois bem meus “queridos” totós esses dois globos oculares que se encontram na vossa cabeça têm alguma utilidade…
E no fim de lerem este post comecem a treinar ai em casa:
Vermelho = Parar/Fechado
Verde = Avançar/Aberto
Treinem muito, e só para vos ajudar, vou informar-me a ver se há algum curso especializado sobre essa categoria complicadíssima…
Até a proxima